A CPCY é uma instituição que se dedica, sobretudo, a atividades de preservação da memória ritual, histórica e patrimonial (material e imaterial) dos cultos aos Òrìṣà, que na Diáspora brasileira vieram a ser designados por Candomblé, um termo resultante do processo de encontro de culturas africanas diversas. Na qualidade de instituição reconhecida, a CPCY tem uma preocupação particular com o respeito pela laicidade estatal, com a defesa da liberdade e respeito religiosos, e com a harmonia inter-religiosa.

Não obstante, no espaço físico da CPCY, existe um templo (terreiro), onde são realizadas cerimónias, bem como espaços próprios para os ritos iniciáticos. Assim, não sendo esse o principal objetivo da CPCY, é possível a realização de ritos iniciáticos mediante a observação de estritos requisitos, tendo em conta que a iniciação é feita nos moldes do Candomblé tradicional baiano. Tal implica que:

1. Exceto os casos de Ogan (Ọ̀gá) e Equede (Èkèjì), os cabelos serão totalmente removidos.
2. Serão feitas as curas rituais.
3. O tempo a cumprir é o determinado pelo Òrìṣà através do sistema divinatório.
4. Todas as etapas rituais respeitam o princípio da tradicionalidade, ou seja, não serão objeto de negociação, adaptação ou adequação em função de interesses do iniciado.
4.1. podem, todavia, ser objeto de adaptação em casos de limitações físicas (pessoas portadoras de deficiências motoras).

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