• A História

    A Comunidade Portuguesa do Candomblé Yorùbá (CPCY) nasce do desejo de ver o Candomblé reconhecido como religião de facto em Portugal, como parte do campo religioso português, não mais de uma forma subalternizada que o empurrasse para os caminhos do esoterismo, da espiritualidade, mas antes numa posição institucionalizada e juridicamente equiparada às demais «confissões» religiosas presentes no território nacional. Após uma intensa luta burocrática, apresentada a fundamentação jurídica, religiosa e histórica, em janeiro de 2010, nas comemorações do aniversário civil e do aniversário iniciático de Ìyá Sussu, líder religiosa desta comunidade, chega a carta do Registo Nacional de Pessoas Coletivas, serviço dependente do Ministério da Justiça, informando do reconhecimento da CPCY. Momento histórico. A partir de 19 de janeiro de 2010, o Candomblé e as formas diferenciadas de culto Yorùbá passam a figurar como parte do património religioso português, beneficiando de segurança jurídica. Através da Comunidade Portuguesa do Candomblé Yorùbá, o Candomblé configura-se como religião aos olhos do governo português, dando exemplar passo num mundo onde as tradições religiosas de ascendência africana permanecem alvo de discriminação e perseguição.

    Desde os primórdios que a CPCY tem o propósito de convergir os sacerdotes em Portugal, aproximando agendas e criando um núcleo de diálogo, transparência e cooperação. Esse mote mantém-se fortemente presente.

error: Content is protected !!